Precisão terapêutica: a impressão 3D como aliada contra erros de dosagem
- Mariana R. Schmaedek

- 12 de fev.
- 2 min de leitura
O National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention define erro de medicação como “qualquer evento evitável que possa causar ou levar ao uso inadequado de medicamentos ou a danos ao paciente, enquanto o medicamento estiver sob os cuidados de um profissional de saúde, do paciente ou do consumidor”. Entre os erros mais comuns, destacam-se aqueles relacionados à dosagem: doses acima do recomendado podem causar intoxicações e efeitos adversos graves, enquanto doses abaixo do ideal comprometem a eficácia do tratamento.
Os erros de medicação podem ocorrer de diversas formas, incluindo falhas na prescrição (como prescrições médicas ilegíveis), problemas na comunicação entre profissionais de saúde ou deles com o paciente, uso incorreto de instrumentos de medida (colheres, seringas e copinhos), além de questões relacionadas à rotulagem, embalagem, composição, dispensação, administração, educação do paciente, monitoramento e uso dos medicamentos.
Esse problema pode ocorrer tanto em ambientes hospitalares, envolvendo profissionais de saúde, quanto no ambiente domiciliar, sendo cometido pelo próprio paciente, por familiares ou cuidadores. Os grupos mais vulneráveis aos erros de medicação são as crianças e os idosos.
Diante desse cenário, surge a seguinte questão: como podemos garantir maior segurança no uso de medicamentos?
No ambiente domiciliar, algumas medidas são fundamentais, como ler atentamente o rótulo e a bula, utilizar sempre o dosador correto, confirmar a dose e o horário antes da administração do medicamento, evitar a automedicação e, em caso de dúvidas, consultar o médico ou o farmacêutico.
Já em ambientes hospitalares, é essencial conferir cuidadosamente as prescrições médicas, avaliando a legibilidade, a unidade de medida e possíveis interações medicamentosas, além de realizar dupla checagem de doses críticas e manter uma comunicação clara, eficiente e padronizada entre os membros da equipe de saúde.
Nesse contexto, a impressão 3D de medicamentos se apresenta como uma solução promissora, capaz de transformar potenciais erros em precisão terapêutica. Essa tecnologia permite controlar diversos fatores do medicamento, como cor, formato, composição e sabor. No entanto, um aspecto se destaca: a possibilidade de ajuste personalizado da dose.
Com base nas características individuais e nas necessidades específicas de cada paciente, torna-se possível definir a dose ideal, de acordo com seu perfil clínico ou o estágio do tratamento, por exemplo, tornando a terapia farmacológica mais eficaz e segura. Trata-se de um novo conceito de cuidado, centrado no paciente e com foco na personalização do tratamento.
Considerando a multiplicidade de fontes de erro, esse problema ainda é altamente prevalente na prática clínica. Nesse sentido, a formula3D se consolida como uma importante aliada na minimização desses eventos, oferecendo novas possibilidades para a produção de medicamentos personalizados, capazes de promover maior segurança terapêutica e melhor adesão aos tratamentos.



Comentários